Charlie Hebdo

Posted: January 7, 2015 in Uncategorized

  Charlie Hebdo é um jornal semanal satírico francês e talvez o jornal satírico mais conhecido no mundo.

  Ricamente ilustrado, Charlie Hebdo publica crónicas e relatórios sobre a política, a economia e a sociedade francesa mas também pratica ocasionalmente jornalismo investigativo com a publicação de reportagens sobre o estrangeiro ou em áreas como as seitas, a extrema-direita, o Catolicismo, o Islamismo, o Judaísmo, a política, a cultura, a comida de plástico etc.

De acordo com Charb, a redacção do jornal Charlie Hebdo “reflecte todos os componentes da esquerda plural, e mesmo os mais cépticos.

  Quatro dos principais nomes das HQs de humor francês, Wolinski, Cabu, Tignous e Charb foram confirmados entre os mortos no atentado de hoje. Wolinski tinha 80 anos e era considerado um mestre da charge,ele influenciou todo mundo que vocês conhecem: Ziraldo, Jaguar, Nani, Henfil, Fortuna”.

  Um dos cartonistas mortos publicou no seu twitter horas antes do atentado a mensagem “França segue sem atentados. Esperemos até fim de janeiro para dar feliz ano novo.” irónicamente não foi preciso..

Veja o video de como começou o atentado em Paris:

Uma tragédia anunciada

  Já por várias vezes o semanário satírico Charlie Hebdo publicou representações do profeta Maomé – algo levado muito a mal pelos seguidores de interpretações estritas do livro sagrado dos muçulmanos, o Corão. Este espírito de enfrentar tabus, correndo o risco de ser chamado explorador de escândalos, no mínimo, ou até racista, é a alma desta publicação alinhada à esquerda.

Teve uma primeira vida, de 1969 a 1981, mas ressuscitou em 1992, até ao presente, com edições semanais à quarta-feira. Mas foi a republicação dos cartoons de Maomé do jornal  dinamarquês Jyllands-Posten em 2006 que tornou o Charlie Hebdo internacionalmente famoso. Se normalmente vendia 100 mil exemplares, da edição de 9 de Fevereiro de 2006 vendeu 160 mil da primeira impressão, e mais 150 mil de uma nova impressão feita mais tarde. Foi processada por várias organizações religiosas islâmicas.

Não é só contra os integristas muçulmanos que o semanário Charlie Hebdo investe: opositores do casamento gay, judeus, Marine Le Pen, François Hollande, o Vaticano, todos já foram alvo dos seus desenhos satíricos e mordazes.

Nada de espantar, na verdade: o Charlie Hebdo insere-se na tradição das publicações satíricas. À direita existe, por exemplo, o semanário Minute, sem as caricaturas divertidas e que foi condenado recentemente a pagar uma multa de 10 mil euros por ter comparado a ministra da Justiça, Chiristiane Taubira, a um macaco.

Esta não é a primeira vez que a sede do Charlie Hebdo, no 20º arrondissement de Paris, é atacada. Em 2011, foi atacada à bomba, provavelmente devido à decisão de produzir uma edição especial com o título Charia Hebdo, em que o profeta Maomé seria colocado como o director do semanário. A capa do que seria esta edição especial já circulava na Internet há alguns dias antes do ataque.

Um grupo de rappers franceses produziu também uma canção em 2013, apelando a um “auto da fé contra os cães” do semanário satírico.

Fontes: Jornal Público, Wikipedia

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