As melhores armas de guerra

Posted: December 29, 2013 in Armas

M4-A3

Acima,uma carabina M4-A3 com o seu lança granadas M203. Também é muito comum o uso deste modelo pelas tropas em acção em combates urbanos no Iraque e Afeganistão.

Em 1985 o US Marine Corp. ou corpo de fuzileiros navais dos Estados Unidos encomendou uma versão do fuzil M16- A2 que fosse menor, e para isso o Colt Commando foi usado como base, embora seu cano devesse ser maior que a do Colt commando, tendo, assim o comprimento de 14 polegadas e meia. Essa nova versão se chama M4 e é extremamente comum nas forças americanas, em combate no Afeganistão e no Iraque. Embora o M4 seja chamado de carabina, ele, ainda possui a posição de tiro em rajada. Hoje a versão mais moderna em produção é a M4-A3, que possui seletor de tiro com rajadas curtas de 3 tiros, e alça de transporte removível.
A evolução do AR-15 nesses 44 anos de existência melhorou muito, a fiabilidade e eficiência desta arma, sendo que as novas versões são armas modulares com fácil montagem de acessórios e com boa precisão.

Ak-47

O fuzil AK-47 é uma das armas mais bem sucedidas e a de mais ampla utilização entre todos os tipos já produzidos de armas portáteis. Tanto ele como seu sucessor, o AKM, são utilizados em todo o mundo, por forças regulares e irregulares. Seu projeto é basicamente uma combinação de elementos já existentes em outros fuzis, principalmente o modelo alemão MP43/44 desenvolvido pelos alemães durante a Segunda Guerra Mundial, tendo sido aceito pelo Exército Vermelho em 1947, com cartuchos calibre 7,62 mm. Estava criado o famoso AK-47 (Automatov Kalashnikov) ainda hoje conhecido também pelo sobrenome de seu idealizador, Mikhail Kalashnikov. Precisão, segurança, facilidade de fabricação e manutenção, usinado em aço de alta qualidade com coronha e guarnição em madeira, além de grande resistência em combate, capaz de suportar as mais adversas condições de uso, tornaram-no o fuzil de assalto preferido de muitos exércitos e de guerrilheiros ao redor do mundo. Produzido em larga escala, inclusive sob licença em outros países onde surgiram diversas sub-variantes, estima-se que tenham sido fabricados mais de 40 milhões de exemplares. O AK-47 funciona a gás, sobre o cano traz um cilindro dotado de pistão, quando a bala é disparada uma pequena quantidade de gás do cartucho é automaticamente desviada por um orifício, forçando o pistão para trás. Em função disto, o cão da arma afasta-se da culatra, preparando-a para um novo tiro e o mesmo movimento ejeta o cartucho vazio. Acionada uma alavanca que possibilita ao soldado optar pelo tiro automático, o AK-47 permanecerá carregando, atirando, ejetando e recarregando sem parar, enquanto o dedo pressionar o gatilho. Idealizado para disparar 600 tiros por minuto, na prática alcança 90 tiros por minuto, pois seu carregador comporta 30 cartuchos.

Uma reformulação do projeto em 1959 levou ao surgimento do fuzil AKM, que externamente difere pouco de seu antecessor, mas traz modificações em seu mecanismo de funcionamento e utiliza materiais mais leves, tudo com o intuito de facilitar ainda mais a sua produção. A variante AKMS, com coronha dobrável, podendo ser equipada com visor infravermelho e lançador de granadas, foi adotada por unidades motorizadas e tropas aerotransportadas. Em 1978, baseado no êxito do fuzil M-16 americano, surgiu o AK-74, nova versão do AKM, de calibre 5,54 mm com carregador de plástico, uma arma mais leve, com menor repuxo, maior segurança e controle de tiro. Além disso, a velocidade do projétil, de 900 metros por segundo, lhe garante trajetória mais correta e maior força de impacto. O fuzil AK-47 e suas variações são fabricados em muitos países, como China, Polónia, Hungria, Coreia do Norte e Roménia, sem contar que serviu de base para projetos de outros fuzis muito semelhantes como o finlandês Valmet M62/M60 e o israelita Galil. Recentemente a Venezuela assinou um contrato de aquisição de 100.000 fuzis da versão AK-103, com possível instalação de uma fábrica da arma e de sua munição no país, gerando suspeitas de que futuramente esses fuzis possam ser vendidos aos diversos movimentos guerrilheiros do continente. Sua simplicidade de projeto e de manutenção, aliados à sua comprovada robustez e fiabilidade, tornaram o AK-47 o fuzil de assalto preferido de gerações de combatentes, garantindo sua utilização ainda por muitos anos.

M16-A4

Acima, podemos ver um M-16 A4 com o lança granadas M203. Notem a mudança no desenho da telha, para permitir a montagem de acessórios, além do lança granadas.

AR-15

Poucas armas foram tão expostas na comunicação social com a força que se viu com o nome AR-15. Muito se fala, sobre esta arma de “grande calibre”, Sobre que ela perfura qualquer blindagem, que ela destrói tudo que ela atinge… e outras imbecilidades. Na verdade todo esse folclore é fruto de uma cultura imposta nesse país de que um cara armado com um 38 ou uma pistola em calibre 380, é considerado uma pessoa bem armada. No mundo, existem países que são democráticos de verdade e onde o cidadão pode comprar o melhor instrumento para se defender e não são impostas limitações ingénuas e sem sentido, como a que limita os calibres em 38 ou 380. Nos Estados Unidos, por exemplo, o calibre 380, que no Brasil é a sensação das lojas de armas, é considerado o menor calibre que alguma pessoa pode usar com alguma eficiência, devido ao seu fraquíssimo poder deparada. Alguns ainda citam o adjetivo “anémico” quando se fala nessa munição.
Voltando ao assunto deste artigo, o clássico fuzil AR-15, que é uma das armas de fogo mais difundidas na história, estando em uso em quase todos os países do ocidente na forma de arma de uso policial, militar ou mesmo, em caças de pequenos animais roedores, ou pragas do campo, também conhecido com arma de “Varmint”, devido ao fato de munição 5,56mm ser um calibre pequeno, porém de altíssima potência, permite poucos danos na frágil estrutura do corpo desses pequenos animais. Havia, também, um conceito, de que, no campo de batalha, se matasse o soldado inimigo, ele seria deixado para trás. Seria um a menos. Porém, se você ferisse seu inimigo, você inutilizava 3 soldados, pois eles teriam que carregar seus feridos, e ainda usar uma infraestrutura para tratar desses feridos, causando um poderoso desgaste moral no inimigo. Encima desse conceito, que se decidiu pela diminuição do calibre para o 5,56 mm. Porém, não pensem que este cartucho não seja letal. Ele é com certeza, mas consideravelmente menos potente que o 7,62 mm, usado na M14 americano e, que ainda é usado pelas forças brasileiras na forma do conhecido FAL.

Submarino alemão Tipo XXI

U-Boot tipo XXI – foi um revolucionário submarino alemão da II Guerra Mundial.
No desenho de seu casco houve uma grande preocupação com a hidrodinâmica: todas as estruturas que pudessem causar algum arrasto ( como o canhão ) foram eliminadas. O resultado é que com este novo formato ele ganhou mais velocidade quando submerso.
Também oferecia melhores acomodações para seus ocupantes. Possuía frigorífico para conservação dos alimentos, chuveiro e lavatório. Assim uma tripulação que normalmente poderia ficar semanas no mar em missão de patrulha sem tomar banho ou mesmo barbear-se teria melhores condições de alojamento e trabalho.
Era equipado com sofisticados instrumentos electrónicos: radares, sonares passivos e detectores de ondas electromagnéticas.

Seu armamento incluía 23 torpedos ou 17 torpedos + 12 minas. Possuía seis tubos de lançamento localizados na proa. Era equipado com um sistema hidráulico de recarga que possibilitava lançar 18 torpedos em menos de 20 minutos.

Sua velocidade na máxima na superfície era 15,5 nós ( 29Km/h ), 17,5 nós submerso ( 32Km/h ) com alcance máximo de 15.500 milhas náuticas.

Garand

Fuzil semi-automatico criado em 1935 nos EUA, equipando toda a sua infantaria, a excepção de um homem em cada esquadra, que usava um fuzil especial para tiro de precisão. Desta forma, a infantaria americana foi a única totalmente equipada com uma arma semi-automática durante a guerra. O General Patton disse sobre a Garand: ela foi “a maior ferramenta de combate jamais desenhada”.

O M1 Garand foi endossado em 1932 pelo general Douglas MacArthur para se tornar o fuzil padrão do exército americano, e seu uso tornou-se oficial a partir de 1936. Quando os Estados unidos entraram em guerra em 1941, sua infantaria estava quase toda armada com este fuzil. Apenas algumas poucas unidades ainda utilizavam o Springfield M1903 e o Johnson M1941.

Desenhado por John Garand, o M1 era superior a qualquer outro fuzil da sua época. O Garand era um fuzil de carregamento automático bastante simples e robusto. Sua coronha de madeira vai até a metade do cano, e sua telha, que também é de madeira, reveste-o quase todo. O receptor é curto e a alça de mira monta sobre ele. A ação é simples, o ferrolho, curto, é travado por dois tarugos trancadores dianteiros, que giram e se prendem a reentrâncias existentes logo atrás da culatra. Todo a superfície da culatra e o sistema de trancamento podem ser limpos com facilidade, tornando esse sistema bastante confiável e resistente.
Sua tecnologia, inovadora na época, utilizava-se de um ferrolho rotativo, que permitia mais velocidade nos disparos. Sua alimentação era feita por um clip (limite de metal que comportava a munição) de oito cartuchos, sendo que era impossível a alimentação individual dos mesmos. A característica mais marcante no Garand era que, ao se esgotar o clip, este era ejetado pelo sistema de alimentação. Sua grande desvantagem é que era muito difícil recarregá-lo com o clip ainda carregado, o que forçava os seus usuários a atirar o clipeinteiro para que ele saltasse. O clip tinha ainda uma tendência de ficar preso na arma quando usado em ambientes húmidos (no Pacífico, por exemplo), pelo que foi desenvolvido um lubrificante especial para ser usado na arma a fim de reduzir os efeitos da humidade sobre o mecanismo da arma.
O Garand também contava com um lançador de granadas muito eficiente e fácil de usar. Era possível também o encaixe de uma baioneta ou também uma mira telescópica que ampliava 2,2 vezes. No começo de 1944 tentou-se criar uma versão totalmente automática do Garand para substituir os fuzis automáticos Browning M1918 (BAR), que envelheciam rapidamente. Esse modelo teve poucas unidades fabricadas e nenhum deles entrou em uso, pois todos sofriam dos mesmos defeitos comuns a uma arma do tamanho de um fuzil que tem de fazer as vezes de uma metralhadora leve.

Com mais de 5 000 000 de unidades fabricadas, o Garand foi utilizado em toda a Segunda Guerra Mundial e amplamente utilizado na Guerra da Coréia e nos primeiros conflitos na Guerra do Vietname. Hoje, faz enorme sucesso entre os civis americanos e colecionadores do mundo inteiro. Serviu de base para a criação do AR-14 e hoje sabe-se que o famoso projetista russo Mikhail Kalashnikov usou um Garand junto com uma StG44 como base para o projeto da sua arma, a venerável e muito conhecida AK-47.

Rifle Arisaka Modelo 38

Arisaka é uma família de fuzis japoneses produzidos entre 1898 e 1945. Os dois principais modelos foram o 38 e o 99.

O Arisaka modelo 38 foi fabricado a partir de 1905 até a década de 30. Foi empregado pelos japoneses na Primeira Guerra Mundial. Por seu cartucho de baixa potência, 6,5 x 50, foi substituído pelo modelo 99.

O Arisaka modelo 99 foi empregado na Segunda Guerra Mundial. Foi fabricado entre 1939 e 1945 nos arsenais de Tóquio e Nagoya. Utilizava o cartucho 7,7 x 58 mm. Foi a arma padrão da infantaria japonesa até a rendição para as forças aliadas.

Canhão ATF Modelo M1

O Canhão ATF Modelo M1 é um canhão antitanque de calibre 57mm. Foi fabricado nos EUA pela empresa ATF Inc em 1945. Adquirido pelo Exército Brasileiro, foi empregado pela infantaria da Força Expedicionária Brasileira na Campanha da Itália.
Após a guerra, foram transportados para o Brasil que ainda adquiriu outras unidades. Em 1968, foi substituído pelo canhão sem recuo 106mm M40A1.

Vickers Armstrong Modelo XIX (canhão)

O Canhão Vickers Armstrong Modelo XIX é um canhão para artilharia de costa calibre 152,4mm. Foi fabricado na Inglaterra pela empresa Vickers Armstrong em 1918. Foi comprado dos EUA pelo Exército Brasileiro em 1940.

Lanhcester (submetralhadora)

Lanchester foi uma submetralhadora produzida exclusivamente para a Marinha Real e jamais distribuída entre as forças terrestres, nem usada em ação em quantidades muito grandes.
Projetada por George Lanchester no começo de 1941, seu desenho era uma cópia fiel da MP28 alemã, diferindo em pequenos detalhes, como o encaixe da baioneta e a posição da alavanca seletora de fogo.
A Lanchester carregada pesava apenas 5,4 kg e era de fabricação bastante cara e demorada a coronha de madeira maciça, era feita de nogueira e guarnecida com uma placa de latão no coice da coronha. Mesmo na época da Segunda Guerra Mundial, sua aparência já era de peça de “antiguidade”, impressão que era acentuada pelo fato de o invólucro do carregador também ser de latão maciço.
Não obstante, a Lanchester serviu muito bem à sua finalidade e permaneceu em uso nos navios da marinha até meados dos anos 1960, quando acabou sendo substituída pela submetralhadora sterling.
Para as poucas ocasiões em que os marinheiros precisavam de armas portáteis, a Lanchester era adequada e bastante confiável.

Míssel AIM-120 AMRAAM – EUA

Desenvolvido na década de 80 e considerado o míssil atualmente em uso mais mortífero, o AIM-120 AMRAAM (Advanced Medium-Range Air-to-Air Missile, ou míssil ar-ar avançado de médio alcance) reúne as características do míssil ideal: veloz e manobrável como uma arma para o combate aéreo a curta distância e alcance e precisão de uma arma guiada por radar. Do tipo BVR (Beyond Visual Range ou além do alcance visual) permite ao piloto dispará-lo sem que o avião inimigo esteja em seu campo visual, guiando-se até o alvo por um sistema triplo: no momento de seu lançamento recebe ordens diretamente do computador do caça; durante a fase intermediária do vôo, passa para um sistema de navegação inercial, totalmente passivo e portanto imune às contramedidas; ao se aproximar do ponto previsto para a interceptação, aciona seu próprio radar ativo que o dirige ao objetivo. Uma vez na mira, uma espoleta de aproximação laser-radar explode a ogiva que espalha um círculo de fragmentos que atravessam o alvo. Sua propulsão é garantida por um motor foguete de propergol sólido que o acelera até Mach 4 e seu raio de ação é de 70 km contra aviões em ataque ou 10 km contra aviões em fuga. Apesar de seu alcance superior o AIM-120 é consideravelmente menor e quase 30% mais leve que seu antecessor, permitindo que cada caça possa transportar mais mísseis e facilitando seu manuseio pelo pessoal de terra. Entrou em serviço na USAF em 1991 e teve seu batismo de fogo no ano seguinte, quando alguns F-15 abateram dois jatos iraquianos que haviam violado a zona de segurança fixada pela ONU, durante a Guerra do Golfo.

Míssel ar-ar- Python – Israel

Israel começou a desenvolver um míssil da classe do Sidewinder no começo dos anos 60, quando embargos de armas obrigaram o país a criar sua própria indústria bélica de alta tecnologia. O primeiro míssil ar-ar foi o Shafrir que em muitos aspectos era melhor que o original americano, tendo colecionado mais de 200 abates em dez anos a serviço da Força Aérea israelita. Em 1982, quando a IDF entrou em ação no Líbano, pôs em uso os primeiros exemplares de um novo míssil ar-ar batizado de Python 3, que nada mais era do que uma evolução do Shafrir. Caracteriza-se por uma célula ligeiramente aumentada com estabilizadores de cauda enflechados, mas com sistemas de orientação e propulsão semelhantes. Por dentro o Python 3 incorpora um novo tipo de sensor IR com um ângulo de visão de cerca de 30°, o qual pode ser utilizado nas modalidades pré-programada, livre e radar assistida, distinguindo o alvo das contra-medidas evasivas do inimigo, como fogos-de-bengala, além de permitir ataques all aspect. Com velocidade de Mach 4, um alcance entre 5 e 15 km, o Python pode realizar manobras de até 40 g, tornando-o uma arma extremamente manobrável e letal. A sua estréia em combate foi um grande sucesso, sendo responsável pela destruição de 50 caças sírios nos céus libaneses, transformando-se no míssil-padrão da FAI, equipando os F-4, F-15, F-16, Kfir e Mirage III. Fabricado pela Rafael, foi exportado para a Colômbia, África do Sul, Tailândia e Brasil. Na década de 90 surgiu o Python 4, que possui estabilizadores menores, eletônica digital, sensor IR bicolor all aspect idealizado para ser usado em conjunto com visores montados no capacete, um motor mais potente que não produz fumaça e um detonador laser-ativo associado a uma ogiva direcional. Este ano foi anunciado o lançamento da mais recente versão: o Python 5. Do tipo BVR “dispare e esqueça”, incorpora novo sensor de banda dupla, com avançado software que permite ao piloto efetuar a aquisição de pequenos alvos com características stealth, mesmo através de nuvens e em condições climáticas adversas. O míssil traz ainda sofisticados sistemas de navegação inercial e contra-medidas infravermelhas, que aumentam ainda mais a sua já fantástica taxa de letalidade.

Northrop Grumman B-2 Spirit

Projeto altamente secreto, baseado em estudos anteriores de “asas voadoras”, conceito já usado por cientistas alemães durante a Segunda Guerra Mundial, que a empresa americana Northrop, juntamente com a Boeing e a General Eletric, desenvolveu utilizando uma sofisticada técnica de desenho por computador criando a inovadora “asa unida em W” do B-2. Impulsionado por quatro turbofans GE F-118-110 montados aos pares no interior das asas e adjacentes ao compartimento da tripulação e aos dois compartimentos de bombas, tem suas tomadas de ar e escapes situados na parte superior das asas, para diminuir a possibilidade de detecção por infravermelho de baixo para cima. Embora o cockpit parece pequeno para um bombardeiro estratégico, os dois pilotos sentam-se lado a lado em assentos ejetáveis de concepção avançada e contam com aviônicos de última geração para navegação e controle do sistema de armas. Construído com materiais compostos, resinas epóxicas e carbono, possui qualidades stealth (furtiva), com uma seção equivalente de radar (Radar Cross Section – RCS) semelhante a de um pássaro grande, menos do que 1/1000 em relação ao bombardeiro B-52. Cada compartimento interno de bombas possui um lançador rotativo CRLS (Common Rotary Strategic Launcher) com capacidade para transportar até 16 mísseis stand off estratégicos AGM-69 SRAM II ou AGM-129A. O sensor principal de ataque é o radar Hughes LPI montado no nariz da aeronave. Participou da campanha da Otan nos Balcãs e dos recentes ataques ao Afeganistão, sempre operando a partir da Base Aérea de Whiteman, no Missouri, EUA, para que seus segredos continuem muito bem guardados. A um custo unitário de US$ 1 bilhão é o aparelho mais caro já fabricado.

Helicóptero UH-60 BlackHawk

Depois de uma acirrada concorrência com a Boeing, que durou quatro anos, o UH-60 da Sikorsky foi finalmente escolhido, em dezembro de 1976, pelo Exército americano como seu novo helicóptero UTTAS (Utility Tactical Transport Aircraft System), que substituiria o lendário Bell UH-1 “Huey”.
Projetado para transportar três tripulantes e onze soldados equipados, além de uma carga externa de 3.629 kg, é acionado por duas turbinas General Eletric T-700 que lhe conferem uma grande potência, reduzido consumo e uma velocidade máxima de 296 km/h ao nível do mar. O cubo do rotor principal com mancais de elastómero que dispensam lubrificação, sustentam as pás feitas de um composto de titânio, grafite, Nomex e fibra de vidro, permitindo ao UH-60 realizar manobras violentas, raras em helicópteros de seu porte. É dotado de equipamento completo de navegação, GPS, comunicações, contramedidas eletrónicas e radar Doppler NA/ASN-137 com sistema de seguimento do terreno.

O seu rotor de cauda está inclinado de maneira a que uma pequena parte de sua energia seja aproveitada para sustentação da traseira. Dispõe de aberturas laterais para duas metralhadoras ligeiras M60 de 7,62 mm. Aproveitando as excepcionais qualidades do Black Hawk foram desenvolvidas diversas versões entre elas o EH-60C “Quick Fix” para ambiente de guerra eletrônica, o UH-60Q “MedVac” para evacuação médica, o MH-60K “Pave Hawk” para apoio às forças especiais, o VH-60N “Presidential Hawk” para transporte VIP e o SH-60 “Sea Hawk” usado pela US Navy. Por tudo isso ele é considerado o melhor e mais veloz helicóptero médio do mundo, chamado de “caminhão voador” por seus operadores do US Army, que possui 1.400 aeronaves.
O Brasil adquiriu quatro unidades do UH-60, para apoio à missão de demarcação das fronteiras entre o Peru e Equador (MOMEP) e hoje servem no 4° Esquadrão de Aviação do Exército, em Manaus. Recentemente mais 6 unidades foram adquiridas para a Força Aérea Brasileira.

Países utilizadores: Estados Unidos, Brasil, Chile, Austrália, Colômbia, Egipto, China, Israel, Jordânia, Turquia, Arábia Saudita, Japão, México, Malásia, Coreia do Sul e Taiwan.

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